Co-sensing With Radical Tenderness / Co-sentindo com a Ternura Radical (ENG/PORT) Dani d’Emilia e Vanessa Andreotti, 2020

[ENG, em português abaixo]

Co-sensing with Radical Tenderness is a text Vanessa Andreotti and I began to write
in 2018, based on thoughts expressed by the collective Gesturing Towards Decolonial Futures [GTDF]. Initially called “An Invitation to Radical Tenderness”, this text has been shape-shifting alongside our artistic-pedagogic collaboration “Engaged Dis-identications”, which attempts to translate post-representational modes of engagement into embodied experiments that reconfigure the connections between reason, affect and relationality. The current version of the text has been revised in June 2020 and is available in two formats, both curated by Laura Daviña from Publicatin Studios São Paulo.

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copies printed by the Publication Studios network in different countries: https://publicationstudio.biz/books/co-sensing-with-radical-tenderness/
Radical Tenderness [RT] I first encountered whilst working as part of the transnational performance collective La Pocha Nostra [LPN] (2009-2016). Since then, I’ve been engaged in a multi-layered co-sensing of radical tenderness’ movements on personal, political and spiritual realms. A first radical tenderness manifesto I wrote in collaboration with Daniel B. Coleman, previously Daniel B. Chavez (2015), as well as more info on my work with RT in different performance-pedagogy contexts can be accessed here.

The term co-sense is used by different artistic and activist movements with different connotations. The work of Caro Novella with Quimera Rosa introduced us to an important contrast between consenting and cosensing that enlarges the field of intimacies beyond human interactions, which resonates with indigenous ancestral teachings at the core of the “Web of 5 Cures”, whose practices inspire our text. Our use of the term co-sense refers to a movement of decolonization (Stein, et. al. 2019) that involves various invitations, including dethroning the ego, decluttering a ective landscapes, and disinvesting from violent and unsustainable systems.

References:
d’Emilia, D. e Chavez, D. (2015). “Manifesto de la Ternura Radical”. In Hysteria Revista, n. 8, 2015. <https://hysteria.mx/ternura-radical-es-mani esto- vivo-por-dani-demilia-y-daniel-b-chavez/> access: 08/18/2020.

Novella, C. (2019). “From Consent to Cosense: Rehearsing ecologies of exposure within Quimera Rosa’s Trans*plant, my disease is an artistic cre- ation”. In Revista Corpogra as: Estudios críticos de y desde los cuerpos, 6(6), pp. 134-152.

Stein, S., Andreotti, V., Suša, R., Amsler, S., Hunt, D., Ahenakew, C., Jimmy, E., Čajková, T., Valley, W., Cardoso, C., Siwek, D., Pitaguary, B., Pataxo, U., d’Emilia, D., Calhoun, B., Okano, H. (2020). “Gesturing Towards Decolonial Futures: Re ections on Our Learnings Thus Far”. In Nordic Journal of Comparative and International Education, Vol. 4(1), 2020, pp. 43-65.

We wish to thank the founders of LPN who began using the term Radical Tenderness in the 90s as well as the many collaborators of LPN, GTDF and other many contexts in which we have been continuing to (un)learn with/through RT over the past years, including “Free Home University” where we met, the educational programs organized by “Gorca Earthcare” and “The web of 5 Cures”, which integrate the work of the GTDF collective, and the “Dis-immunization Practices”, co-created with Fernanda Eugenio.

Thank you also to Musagetes Foundation for the support offered to different weavings of the GTDF collective.

[PORT]

Co-sentindo com Ternura Radical é um texto que Vanessa Andreotti e eu começamos a escrever em 2018, com base no trabalho do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais [GTDF]. Inicialmente chamado de “Um Convite à Ternura Radical”, esse texto vem se trans­formando junto à nossa colaboração artístico-pedagógica “Des-identificações Engajadas”, na qual tentamos traduzir modos de engajamentos pós-representacionais em experimentos encarnados que reconfiguram as conexões entre razão, afeto e relacionalidade. A versão atual do texto foi revisada em junho de 2020 e está disponível em dois formatos, ambos curados pela Laura Daviña do Publication Studios São Paulo.

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cópias impressas pela rede de Publication Studios em diferentes países: https://publicationstudio.biz/books/co-sentindo-com-ternura-radical/..

Ternura Radical [TR] é um termo que conheci trabalhando como parte do coletivo de performance La Pocha Nostra [LPN] (2009-2016). Desde então, tenho me dedicado a co-sentir os movimentos da ternura radical, em níveis pessoais, políticos e espirituais. Um primeiro manifesto da ternura radical que escrevi em colaboração com Daniel B. Coleman, antes Daniel B. Chávez (2015), bem como mais info sobre meu trabalho com a TR em diversos contextos de performance-pedagogia, podem ser acessados aqui.

O termo co-sentir é utilizado por diferentes movimentos artísticos e ativistas com conotações diferentes. O trabalho de Caro Novella com Quimera Rosa nos introduziu a um contraste importante entre consentimento e cosentir que amplia o campo de intimidades para além das interações entre humanos, o que ressoa com ensinamentos indígenas ancestrais que embasam o trabalho da rede “Teia das 5 curas”, cujas práticas inspiram nosso texto. Nosso uso do termo co-sentir se remete a um movimento de decolonização (Stein, et. al. 2019) que envolve vários convites, incluindo o desentronamento do ego, o desentulhamento de paisagens afetivas, e o desinvestimento em sistemas violentos e insustentáveis.

Referências:

d’Emilia, D. e Chavez, D. (2015). Manifiesto de la Ternura Radical. Hysteria Revista. https://hysteria.mx/ternura-radical-es-manifiesto-vivo-por-dani-demilia-y-daniel-b-chavez/

Novella, C.. (2019). From Consent to Cosense: Rehearsing ecologies of exposure within Quimera Rosa’s Trans*plant, my disease is an artistic creation. Revista Corpografias: Estudios críticos de y desde los cuerpos, 6(6), 134-152/ISSN 2390-0288

Stein, S., Andreotti, V., Suša, R., Amsler, S., Hunt, D., Ahenakew, C., Jimmy, E., Čajková, T., Valley, W., Cardoso, C., Siwek, D., Pitaguary, B., Pataxo, U., d’Emilia, D., Calhoun, B., Okano, H.  (2020). Gesturing Towards Decolonial Futures: Reflections on Our Learnings Thus Far. Nordic Journal of Comparative and International Education, NJCIE 2020, Vol. 4(1), 43-65.

Gostaríamos de agradecer às/aos fundadorxs do LPN que começaram a usar o termo Ternura Radical nos anos 90, bem como à todas as pessoas com quem colaboramos no LPN, GTDF e em outros contextos nos quais continuamos a (des)aprender através da TR ao longo dos anos, incluindo a “Free Home University”, onde nos conhecemos, as vivências organizadas pela redes “Gorca Earthcare” e “Teia das 5 curas”, que integram o trabalho do coletivo GTDF, e as “Práticas de Des-imunização”, co-criadas com Fernanda Eugenio.

Agradecemos também à Fundação Musagetes pelo apoio oferecido à diferentes entrelaçamentos do coletivo GTDF.