Co-sensing with Radical Tenderness [ENG/PORT]

[ENG, em português abaixo]

ENG2b.1

Co-sensing with Radical Tenderness is a text Dani d’Emilia and Vanessa Andreotti began to write
in 2018, based on thoughts expressed by the collective Gesturing Towards Decolonial Futures [GTDF]. Initially called “An Invitation to Radical Tenderness”, this text has been shape-shifting alongside their artistic-pedagogic collaboration “Engaged Dis-identications”, which attempts to translate post-representational modes of engagement into embodied experiments that reconfigure the connections between reason, affect and relationality. The current version of the text has been revised in June 2020 and is available in two formats (printed and online flickbook), both curated by Laura Daviña from Publication Studios São Paulo. In 2021 Dani and Vanessa also began curating an online series entitled “Co-sensing with Radical Tenderness: art-life ritual actions for metabolic reattunement” in which different artists respond to the text.

copies printed by the Publication Studios network in different countries:
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+ option to print and bind DIY, inctructions here:
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Radical Tenderness is a term I first encountered whilst working as part of the transnational performance collective La Pocha Nostra (2009-2016). In the context of Mexico, and particularly Mexico City, where La Pocha has a one of its bases, the radical work with tenderness by trans artist, activist and educator Lia La Novia Sirena (DF, MX) was also very present during those years (and still is), so it is crucial that we honour her too as a significant element in the genealogy and dissemination of the term and its different modes of activation as an embodied practice.
 
Radical Tenderness is an entity-force that moves, transforms and disseminates itself in many diferent ways. Over the last decade, my work with RT has involved an embodied investigation of its intimate, political, and metabolic movements, which has included creating performances, workshops and writings that attempt to nurture radically tender ways of being. In 2014 I undertook a Masters Degree focusing on Radical Tenderness as a political-affective performance-pedagogy practice and upon joining the GTDF collective in 2017, I began working closely with Vanessa Andreotti to mobilise Radical Tenderness as one of the medicines the collective uses to help reconfigure the connections between reason, affect and relationality. An early Radical Tenderness Manifesto (2015) I wrote in collaboration with Daniel B. Coleman (formerly Daniel B. Chavez), as well as more information about my work with RT in various contexts, can be accessed throughout this website.
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The term co-sense is used by different artistic and activist movements with different connotations. The work of Caro Novella with Quimera Rosa introduced us to an important contrast between consenting and cosensing that enlarges the field of intimacies beyond human interactions, which resonates with indigenous ancestral teachings at the core of the “Web of 5 Cures”, whose practices inspire our text. Our use of the term co-sense refers to a movement of decolonization (Stein, et. al. 2019) that involves various invitations, including dethroning the ego, decluttering a ective landscapes, and disinvesting from violent and unsustainable systems.
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References:

d’Emilia, D. e Chavez, D. (2015). “Manifesto de la Ternura Radical”. In Hysteria Revista, n. 8, 2015. <https://hysteria.mx/ternura-radical-es-mani esto- vivo-por-dani-demilia-y-daniel-b-chavez/> access: 08/18/2020.

Novella, C. (2019). “From Consent to Cosense: Rehearsing ecologies of exposure within Quimera Rosa’s Trans*plant, my disease is an artistic creation”. In Revista Corpogra as: Estudios críticos de y desde los cuerpos, 6(6), pp. 134-152.

Stein, S., Andreotti, V., Suša, R., Amsler, S., Hunt, D., Ahenakew, C., Jimmy, E., Čajková, T., Valley, W., Cardoso, C., Siwek, D., Pitaguary, B., Pataxo, U., d’Emilia, D., Calhoun, B., Okano, H. (2020). “Gesturing Towards Decolonial Futures: Reflections on Our Learnings Thus Far”. In Nordic Journal of Comparative and International Education, Vol. 4(1), 2020, pp. 43-65.

We wish to thank all the people with whom we have been collaborating directly and indirectly in the different contexts in which we have continued to (un/re)learn through Radical Tenderness over the years, including Free Home University where we met in 2017; the gatherings organized by the networks Gorca Earthcare and Teia das 5 curas, which integrate the ongoing journey of the GTDF collective; the embodied investigations undertaken with Fernanda Eugenio (director or AND Lab), with whom Dani created the Dis-Immunisation and Dis-Solution Practices, between 2018-2021; and the Musagetes Foundation, for the continuous support given to different projects that weave the GTDF collective.


[PORT]

2d.1

Co-sentindo com Ternura Radical é um texto que Dani d’Emilia e Vanessa Andreotti começaram a escrever em 2018, com base no trabalho do coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais [GTDF]. Inicialmente chamado de “Um Convite à Ternura Radical”, esse texto vem se trans­formando junto à sua colaboração artístico-pedagógica “Des-identificações Engajadas”, na qual tentam traduzir modos de engajamentos pós-representacionais em experimentos encarnados que reconfiguram as conexões entre razão, afeto e relacionalidade. A versão atual do texto foi revisada em junho de 2020 e está disponível em dois formatos (impresso e flixkbook online), ambos curados pela Laura Daviña do Publication Studios São Paulo. Em 2021, Dani e Vanessa também começaram a curadoria de uma série online intitulada “Co-sentindo com Ternura Radical: ações rituais de arte-vida para ressintonização metabólica, na qual diferentes artistas respondem ao texto.

cópias impressas pela rede de Publication Studios em diferentes países:
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+ opção de imprimir e encadernar DIY, instruções aqui: http://lapubli.online/imprimir.html
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Ternura Radical é um termo que conheci trabalhando como parte do coletivo de performance La Pocha Nostra [LPN] (2009-2016). No contexto do México, e particularmente da Cidade do México, onde La Pocha tem uma de suas bases, o trabalho radical com a ternura desenvolvido pela artista, ativista e educadora trans Lia La Novia Sirena (DF, MX) também esteve muito presente durante aqueles anos (e ainda está), por isso é crucial que também a honremos como elemento significativo na genealogia e disseminação do termo e de seus diferentes modos de ativação enquanto prática encarnada.

A Ternura Radical é uma força-entidade que se move, se transforma e se dissemina de muitas maneiras diferentes. Durante a última década, meu trabalho com a TR tem envolvido uma investigação encarnada de seus movimentos íntimos, políticos e metabólicos, que inclui a criação de performances, oficinas e escritos que tentam cultivar formas radicalmente ternas de ser. Em 2014, realizei um mestrado com foco na Ternura Radical como uma prática de performance-pedagogia político-afetiva e, ao me juntar ao coletivo GTDF em 2017, comecei a trabalhar com Vanessa Andreotti para mobilizar a Ternura Radical como uma das medicinas que o coletivo utiliza para ajudar a reconfigurar as conexões entre razão, afeto e relacionalidade. Um primeiro Manifesto de Ternura Radical (2015) que escrevi em colaboração com Daniel B. Coleman (antes Daniel B. Chavez), assim como mais informações sobre meu trabalho com a TR em vários contextos, podem ser acessados ao longo deste site.

O termo co-sentir é utilizado por diferentes movimentos artísticos e ativistas com conotações diferentes. O trabalho de Caro Novella com Quimera Rosa nos introduziu a um contraste importante entre consentimento e cosentir que amplia o campo de intimidades para além das interações entre humanos, o que ressoa com ensinamentos indígenas ancestrais que embasam o trabalho da “Teia das 5 curas”, cujas práticas inspiram nosso texto. Nosso uso do termo co-sentir se remete a um movimento de decolonização (Stein, et. al. 2019) que envolve vários convites, incluindo o desentronamento do ego, o desentulhamento de paisagens afetivas, e o desinvestimento em sistemas violentos e insustentáveis.

Referências:

d’Emilia, D. e Chavez, D. (2015). Manifiesto de la Ternura Radical. Hysteria Revista. https://hysteria.mx/ternura-radical-es-manifiesto-vivo-por-dani-demilia-y-daniel-b-chavez/

Novella, C.. (2019). “From Consent to Cosense: Rehearsing ecologies of exposure within Quimera Rosa’s Trans*plant, my disease is an artistic creation”. . Revista Corpografias: Estudios críticos de y desde los cuerpos, 6(6), 134-152/ISSN 2390-0288

Stein, S., Andreotti, V., Suša, R., Amsler, S., Hunt, D., Ahenakew, C., Jimmy, E., Čajková, T., Valley, W., Cardoso, C., Siwek, D., Pitaguary, B., Pataxo, U., d’Emilia, D., Calhoun, B., Okano, H.  (2020). “Gesturing Towards Decolonial Futures: Reflections on Our Learnings Thus Far”. Nordic Journal of Comparative and International Education, NJCIE 2020, Vol. 4(1), 43-65.

Agradecemos a todas as pessoas com as quais temos colaborado direta e indiretamente nos diferentes contextos em que continuamos (des/re)aprender através da Ternura Radical ao longo dos anos, incluindo a Free Home University, onde nos conhecemos em 2017; os encontros organizados pelas redes Gorca Earthcare e Teia das 5 curas, que integram a jornada contínua do coletivo GTDF; as investigações encarnadas realizadas com Fernanda Eugenio (diretora ou AND Lab), com quem Dani criou as Práticas de Des-Imunização e Dis-Solução, entre 2018-2021; e a Fundação Musagetes, pelo contínuo apoio dado a diferentes projetos de entrelaçamento do coletivo GTDF.